sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Reforma do Zodíaco


Por ordem de Sua Divindade, Glícão, terceiro no sangue de Zeus e antigo deus da medicina, é meu dever anunciar o novo Zodíaco.

Isso é necessário porque os humanos desobedecem os deuses ao não incluir Ofiúco no zodíaco. A constelação de Ofiúco está na faixa do Zodíaco, pois os deuses fizeram treze signos, mas os astrólogos desatentos e ímpios só contam doze.

Glícão, entre todos os deuses, tomou a iniciativa de corrigir os humanos porque Ofiúco representa um homem segurando uma cobra e a Glícão agrada tudo que tem a ver com cobras.

Sob sua divina autoridade, eu, Alexandṙ II dell'A r Appia, seu oráculo, decreto que o velho Zodíaco já era para toda a humanidade. O novo, com treze signos é o que vale, segundo os estes requisitos:
  1. os signos serão treze;
  2. a posição aparente do sol na eclíptica deverá ser o único critério para determinar o signo de cada um;
  3. consequentemente, os limites entre as constelações como distinguidos pela a União Astronômica Internacional deverá ser a referência para assinalar períodos do ano para cada signo;
  4. finalmente, a duração de cada signo no calendário não será a mesma.
De acordo com essas regras, os signos para esta época (1707–2043 AD, ou de 2873 YOLD a 1 aCCO) são estes:

Signo Início (Gregoriano) Início (POEE) Início (Alphístico)
Áries
19/abril
36/Discordia
15 para Discordia
Touro
14/maio
61/Discordia
18 para Mãe Joana
Gêmeos
20/junho
25/Confusion
26 para Confuflux
Câncer
21/julho
56/Confusion
23 para Santa Mariana
Leão
10/agosto
3/Bureaucracy
3 para Santa Mariana
Virgem
19/setembro
50/Bureaucracy
11 para Bureauflux
Libra
31/outubro
12/Aftermath
39 para Afflux
Escorpião
23/novembro
35/Aftermath
16 para Afflux
Ofiúco
30/novembro
42/Aftermath
9 para Afflux
Sagitário
18/dezembro
60/Aftermath
19 para São Luciano
Capricórnio
19/janeiro
19/Chaos
32 para Chaoflux
Aquário
16/fevereiro
47/Chaos
4 para Chaoflux
Peixes
12/março
71/Chaos
8 para Santo Alexandre
Eu incluí as datas no calendário discordiano da POEE como referência, pois a reforma afeta também as pessoas nascidas antes dela, e qualquer data antes de 30 aCCO não existe no calendário Alphísco.

Eu demando que qualquer pessoa que leia esta mensagem passe a se designar como sendo do signo assinalado pela nova regra, ou Glícão irá para onde essa pessoa more e comerá as criancinhas e filhotes de estimação, e se ele não encontrar criancinhas ou as crianças não forem tão pequenas, ou os filhotes forem cobras ou gatinhos (que ele não come, cachorros estão totalmente fora de questão), ele ficará muito irritado.

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Salve Eris! Louve Glícão! Fodam-se os Názis! 


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Quanto de livre há no livre arbítrio?

Como você experiencia “livre” arbítrio, ou liberdade, em geral? A maioria das pessoas fala sobre “livre” arbítrio, ignorando o contexto em que a pessoa vive quando vai exercê-lo. Mas “livre” arbítrio sempre tem muitas limitações.

Antes de tudo, dispensemos a separação entre mente e corpo. É uma dicotomia equivocada. A mente controla o que o corpo faz; o contato que a mente tem com o mundo é mediado pelo corpo, mas não é só isso. O que acontece com o corpo afeta a mente. O cérebro é mais um órgão, como o coração. Há cientistas discutindo como as bactérias no intestino nos afeta os sentimento e ideias. Pessoas têm hormônios, e hormônios as faz agir de uma maneira que é tanto “irracional” quanto previsível. Pessoas sentem dor, fome, frio calor &c. e tudo, até as cores do ambiente lhes afeta o que e como pensam, como experienciam o mundo. E ainda existe o muito que eu não vou dizer sobre instinto.

Não é apenas o que toca o corpo de alguém que lhe afeta as escolhas. Primeiro eu mencionei o ambiente como coisa física e imediata, mas há que considerar o ambiente geográfico, sociológico e histórico. A maior limitação naquilo que alguém escolhe são as opções disponíveis. Em vez de ler esta postagem que você escolheu, você poderia ler algo de Slavoj Žižek, mas isso só seria possível se você soubesse dele. Quando tudo o que uma pessoa conhece é guerra e raiva e abuso e morte, quem poderá condená-la por tornar-se um guerreiro sanguinário? Nossas escolhas não apenas afetam nosso passado como o que (podemos) esperar para o futuro. E se os que vivem de um lado esperam só mais abuso, arbitrariedade, desdém, não há como julgar-los por sentir raiva. E os do outro lado sabe disso; por isso vivem com medo e agem por esse medo. O que eu digo não os justifica, apenas os explica. Quando alguém vive numa situação precária, não pode simplesmente partir; não tem para onde ir.

Agora, vamos deixar esses extremos de lado, vamos pensar como pessoas como você, que não vivem como medo, na guerra, na penúria. Vocês podem se cuidar, mas dependem de outros. Ninguém é completamente independente. E o que alguém pode dizer para alguém de que se espera não ouvir? Falar mais alto, fazer algo para conseguir atenção, quebrar coisas, parar o trânsito, ficar de greve. Se alguém comete um crime por causa da situação, não ouse dizer que não merece as consequências de seus atos, pois escolheu o que fez. Com “livre” arbítrio, ainda que não muito livre; pense sobre isso.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Uma solução para este país

Glícão oferece uma solução para os grandes problemas deste país. É mister parar de seguir Javé e servir a Glícão, pois que solução que Javé oferece? Javé deixou que sacrificassem o próprio filho, a via de Javé é o sacrifício de si. A proposta de Glícão é que sacrifiquemos uns os outros, os outros é que sejam sacrificados.

Glícão oferece uma solução para o Brasil, uma solução para um Brasil rico, com que muito lucraremos. Que sacrifiquemos todas as almas dos nossos índios (principalmente das criancinhas) a Glícão.

Deveríamos seguir o exemplo dos bandeirantes e abandonar o exemplo dos Jesuítas. Esses seguidores de Javé buscavam salvar as almas dos índios, o que era um erro. Eles são a fonte de toda pobreza nacional.

Os bandeirantes seguiam Glícão, esse era o sentido da concepção original do Monumento às Bandeiras. Aquela coisa em cima da qual os bandeirantes e os índios estão representa o lombo de Glícão. O projeto inicial incluía também a cabeça.


Explicação do monumento às bandeiras, mostrando a cabeça de Glícão e a cerimônia de sacrifício.
Concepção original do Monumento às Bandeiras.
Há que sacrificar as almas de todos os índios, pois eles são entrave ao progresso. 

Há que abandonar o ensinamento cristão do sacrifício de si. O que vale é a via de Glícão, o sacrifício do outro.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Fwd: Ultracrepidarianism

Hey, Mariana,

I'm not pedantic, I just like to know things.

I was reading Think like a freak when a found this word. I felt proud of myself because I know what it meant and where it came from.

Let me explain it to you.

First of all, the story:

There was renown painter in the antiquity called Apelles. He used to hide behind his paintings to listen to what people would say about them. On day, a shoemaker commented on the sandals of a figure was wrongly drown and how they should be. After that Apelles corrected the painting, but not on everyone's view and placed it on exposition again. The shoemaker, noticing the change and that they followed his comments, started opining about everything else on the painting. At this moment, Apelles came from where he was hiding and said: "Shoemaker, not beyond the sandal", which in the original Latin was rendered as "Sutor, ne ultra crepidam".

Now, the definition: Ultracrepidarianism is the attitude of someone who opine beyond their field of expertise.

Hope it'll interest you.

With all my laugh,

--   =======================  Flaviano Matos  It took me fifteen years to discover that I had no talent for writing,  but I couldn't give it up because by that time I was too famous.  		-- Robert Benchley  Today is Sweetmorn, the 15th day    of Confusion in the YOLD 3180.