quarta-feira, 30 de novembro de 2016

"Think like a child"

Dear Mome Mariana, the Unique, Queen of the Whole World,


Today I started reading the new Levitt & Dubner's (the authors of Freakonomics) book, Think like a Freak. I'd decided to start the reading by the chapter "Think like a child", which to much of my amusement was the 5th. one.

That chapter explains and exemplifies how children think differently from an adult, and how would that help an adult to find creative solutions and approaches to some problems. I would summarize their text as the following:

  • Think small. It's easier, thence more productive, to find a solution to a small problem, while you are likely to get none for a big one.
  • Children have no constraints to what is acceptable, thus are able to offer more creative ideas.
  • Don't be afraid to ask silly questions. Sometimes the answer to a silly question is what will help the most, whereas it's very likely that no one will have such answer if everyone is afraid to ask the question. 
  • Try not to let your expectations impair your perception. Children are hard to fool because without knowing what to expect, they may pay attention to anything.
  • Don't take the fun out of things. Looking serious will not improve your productivity.

I have a feeling that that will be the most Discordian chapter in the entire book. If want an further explanations, I can lend you the book, thus complying with the recommendation at the end of the chapter, "when you are done with the book, give it to a kid" :-P

With all my laugh,

--   –><–  Rev. Alexandre dell'A r Appia, Amordi, IIPJ, Oráculo de Glícão  I'm rated PG-34!!  Today is Prickle-Prickle, the 13th day    of Confusion in the YOLD 3180.   	

domingo, 27 de novembro de 2016

’Pataphysics




  Dear Mome Mariana the Unique, Queen of the Whole World,

Today, I wanna share with you one of my sources of inspiration, which is my most recent of them. I'm talking about 'Pataphysics, which is a philosophical school from the beginning of the 20th century.

It's name comes from the phrase, «επί μετά τὰ φυσικά», the translation of which you could care less, but translates as "[that] which is above what is beyond the nature", or "above metaphysics". It is the science of finding creative solutions to things that may or may not be problems. It is the science of thinking of ways to tear the box after getting outside of it. It is the science of marveling before the mysteries of the world (your world, my Queen), or for lacking of mysteries, create them for then marveling about them. It is the science of reading two or three lines on something on Wikipedia and feel able to provide definitions to it to your unsuspecting friends.

I cannot say if  'Pataphysics is a Discordian philosophy, but I am pretty sure that Discordianism could aptly be described as a pataphysical religion.

If you are interested know more about 'Pataphysics, refer to this site: Novum Organum, du Collège de 'Pataphysique.
However, if you can't understand French, you may chose this site: Institut für 'Pataphysik.
But if you cannot understand German, you can still get info from this site: Bâtafysica.
Finally, if you prefer keep it in English, go to The London Institute of 'Pataphysics and enjoy.

With all my laugh to you,

--   –><–  Rev. Alexandre dell'A r Appia, Amordi, IIPJ, Oraculo de Glícão  
May all your PUSHes be POPped.  
Today is Prickle-Prickle, the 8th day    
of Confusion in the YOLD 3180.   

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Veja o mundo colorido (Contribuição não voluntária de Iara do Carmo ao discordianismo)


Querida Papisa Mariana, a Única, Rainha do Mundo,


Gostaria que se comunicasse comigo algum dia; enquanto isso, espero que nossa comunicação de via única ainda não esteja ficando chata.

O que conto é que, há algumas semanas, enquanto conversava com a Iara sobre a maneira como se julga as coisas, ela me disse algo que me deu um estalido.

Pessoas mais carrancudas tendem perceber tudo em extremos definidos, ficam presas aos conceitos de certo ou errado, falso ou verdadeiro, bom ou mau, permitido ou proibido, mulher ou homem. Essa é, creio, a maneira que requer menos esforço. Se tudo é sim ou não, não há necessidade de mais que um neurônio, que pode mandar ou não um pulso. Frequentemente, porém, essa maneira de pensar fica incômoda; quase sempre quando se vê muita coisa certa ou muita coisa errada há um desprazer, pois um neurônio, após enviar um pulso tem um período de repouso, o que deixa os outros neurônios que insatisfeitos com a demora daquele.

Pessoas de intelecto mais refinado não pensam em extremos. Elas enxergam em tons de cinza, pois poucas coisas são simplesmente quentes ou frias, certas ou erradas. Normalmente, fincam num meio termo, mornas, nem brancas nem pretas.

Foi justamente quando desenvolvia esse pensamento, que a Iara me trouxe a noção que algumas pessoas não enxergam em tons de cinza, mas colorido. Essa centelha dela me iluminou muita coisa.

Como discordianos, temos que ver as coisas não pelos julgamentos que podemos fazer delas, pois isso seria uma limitação da nossa percepção. Temos que olhar para o que nos há em volta e o que acontece não naquilo que nos prejudica ou favorece, mas em quantos aspectos for possível; cada acontecimento é único e classificá-los seria tão-somente simplificá-los.

Mande-me notícias suas.

Beijinhos e abbracci,


--   –><–  Rev. Alexandre dell'A r Appia, Amordi, IIPJ, Oraculo de Glícão  How sharper than a serpent's tooth is a sister's "See?"  		-- Linus Van Pelt  Today is Sweetmorn, the 10th day    of Confusion in the YOLD 3180.   

domingo, 13 de novembro de 2016

Quando o vandalismo é justificado





Foi um surpresa quando soube que gastaram 37 mil reais para limpar o Monumento aos Bandeirantes que havia sido pichado de vermelho, azul e amarelo. Lastimável! A cidade já tem tanto cinza, era melhor ter deixado esse pouquinho de cor!

O Monumento aos Bandeirantes é uma coisa horrenda, pois, não só enaltece homens brutos que exploravam e oprimiam seus semelhantes, mas faz isso representando-os no ato mesmo de explorar e oprimir seus semelhantes. Vão dois bandeirantes à frente, sobre cavalos e atrás deles índios em posição secundária, formando um séquito de pessoas submissas, usurpadas do protagonismo em sua própria vida.

Os bandeirantes fazem parte da história de São Paulo e isso não pode ser mudado. Mas o que pode ser mudado é a relação que temos com essa parte da história, pois não há cabimento em enaltecer opressores, pois quem é enaltecido acaba servindo de exemplo e inspiração para as gerações atuais.

O problema de fazer homenagem a quem maltratava índios é que o genocídio dos índios ainda não acabou. Há autoridades neste país que não reconhecem os índios como seus semelhantes, como sujeitos detentores de direitos. Há autoridades que não reconhecem os índios como seres dotados de dignidade humana, só enxergam um empecilho ao progresso. O problema não está só em enaltecer os genocidas que são parte da história, mas é fazer isso enquanto se mantém os valores e as práticas coloniais. Enquanto se acha que o direito aos bens da natureza é só daqueles que a subordinam ao lucro, à inserção à máquina do capital.

Reconheço que ninguém tenha o direito de danificar o bem público, mas o erro começou com quem se achou no direito de tornar bem público algo que valoriza a opressão.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O que a eleição de Trump significa para nós brasileiros

Existe um poema que explica a situação política dos Estados Unidos:
Republicans are red,                 ("A cor dos republicanos é o vermelho")
Democrats are blue:                  ("A cor dos democratas é o azul"
Neither one of them                   ("Nenhum deles")
Gives a damn about you.           ("Dá a mínima para você")
Isso é o que os americanos dizem sobre seus políticos, você acha que eles ligam para os brasileiros?

Quando Obama ganhou a eleição em 2008, o mundo comemorou. E eu digo mundo porque ele ganhou um prêmio Nobel da Paz sem ter feito nada. No poder, ordenou ataques ao Líbano, à Síria, e apoiou o massacre que a Arábia Saudita faz no Iêmen. Ele manteve a prisão ilegal de Guantânamo. Ele não fez nada para impedir que a NSA espiasse cidadãos do próprio país e o mundo, inclusive aliados.

Não dá para esperar nada de um presidente americano que beneficie qualquer povo além do povo americano. Aliás, não dá nem pra ter certeza que os políticos americanos trabalham para o povo deles. O #ocupywallstreet não mudou muita coisa, então os políticos na verdade trabalham para o 1%.

Tanto faria que ganhasse a Hillary, ela não liga para você.