segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Xuxa and the Industrial Church


Hey, your Momeness,
Have you ever heard of Xuxa?
Here is some info on her.
Enjoy.


--   –><–  Rev. Alexandṛ dell'A r Appia, Amordi, IIPJ, Oracle to Glycon  
You can't run a barn without baling twine    
-- Murphy's Horse Laws n°15  
Today is Pungenday, the 24th day    
of Bureaucracy in the YOLD 3180.   

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

"Think like a child"

Dear Mome Mariana, the Unique, Queen of the Whole World,


Today I started reading the new Levitt & Dubner's (the authors of Freakonomics) book, Think like a Freak. I'd decided to start the reading by the chapter "Think like a child", which to much of my amusement was the 5th. one.

That chapter explains and exemplifies how children think differently from an adult, and how would that help an adult to find creative solutions and approaches to some problems. I would summarize their text as the following:

  • Think small. It's easier, thence more productive, to find a solution to a small problem, while you are likely to get none for a big one.
  • Children have no constraints to what is acceptable, thus are able to offer more creative ideas.
  • Don't be afraid to ask silly questions. Sometimes the answer to a silly question is what will help the most, whereas it's very likely that no one will have such answer if everyone is afraid to ask the question. 
  • Try not to let your expectations impair your perception. Children are hard to fool because without knowing what to expect, they may pay attention to anything.
  • Don't take the fun out of things. Looking serious will not improve your productivity.

I have a feeling that that will be the most Discordian chapter in the entire book. If want an further explanations, I can lend you the book, thus complying with the recommendation at the end of the chapter, "when you are done with the book, give it to a kid" :-P

With all my laugh,

--   –><–  Rev. Alexandre dell'A r Appia, Amordi, IIPJ, Oráculo de Glícão  I'm rated PG-34!!  Today is Prickle-Prickle, the 13th day    of Confusion in the YOLD 3180.   	

domingo, 27 de novembro de 2016

’Pataphysics




  Dear Mome Mariana the Unique, Queen of the Whole World,

Today, I wanna share with you one of my sources of inspiration, which is my most recent of them. I'm talking about 'Pataphysics, which is a philosophical school from the beginning of the 20th century.

It's name comes from the phrase, «επί μετά τὰ φυσικά», the translation of which you could care less, but translates as "[that] which is above what is beyond the nature", or "above metaphysics". It is the science of finding creative solutions to things that may or may not be problems. It is the science of thinking of ways to tear the box after getting outside of it. It is the science of marveling before the mysteries of the world (your world, my Queen), or for lacking of mysteries, create them for then marveling about them. It is the science of reading two or three lines on something on Wikipedia and feel able to provide definitions to it to your unsuspecting friends.

I cannot say if  'Pataphysics is a Discordian philosophy, but I am pretty sure that Discordianism could aptly be described as a pataphysical religion.

If you are interested know more about 'Pataphysics, refer to this site: Novum Organum, du Collège de 'Pataphysique.
However, if you can't understand French, you may chose this site: Institut für 'Pataphysik.
But if you cannot understand German, you can still get info from this site: Bâtafysica.
Finally, if you prefer keep it in English, go to The London Institute of 'Pataphysics and enjoy.

With all my laugh to you,

--   –><–  Rev. Alexandre dell'A r Appia, Amordi, IIPJ, Oraculo de Glícão  
May all your PUSHes be POPped.  
Today is Prickle-Prickle, the 8th day    
of Confusion in the YOLD 3180.   

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Veja o mundo colorido (Contribuição não voluntária de Iara do Carmo ao discordianismo)


Querida Papisa Mariana, a Única, Rainha do Mundo,


Gostaria que se comunicasse comigo algum dia; enquanto isso, espero que nossa comunicação de via única ainda não esteja ficando chata.

O que conto é que, há algumas semanas, enquanto conversava com a Iara sobre a maneira como se julga as coisas, ela me disse algo que me deu um estalido.

Pessoas mais carrancudas tendem perceber tudo em extremos definidos, ficam presas aos conceitos de certo ou errado, falso ou verdadeiro, bom ou mau, permitido ou proibido, mulher ou homem. Essa é, creio, a maneira que requer menos esforço. Se tudo é sim ou não, não há necessidade de mais que um neurônio, que pode mandar ou não um pulso. Frequentemente, porém, essa maneira de pensar fica incômoda; quase sempre quando se vê muita coisa certa ou muita coisa errada há um desprazer, pois um neurônio, após enviar um pulso tem um período de repouso, o que deixa os outros neurônios que insatisfeitos com a demora daquele.

Pessoas de intelecto mais refinado não pensam em extremos. Elas enxergam em tons de cinza, pois poucas coisas são simplesmente quentes ou frias, certas ou erradas. Normalmente, fincam num meio termo, mornas, nem brancas nem pretas.

Foi justamente quando desenvolvia esse pensamento, que a Iara me trouxe a noção que algumas pessoas não enxergam em tons de cinza, mas colorido. Essa centelha dela me iluminou muita coisa.

Como discordianos, temos que ver as coisas não pelos julgamentos que podemos fazer delas, pois isso seria uma limitação da nossa percepção. Temos que olhar para o que nos há em volta e o que acontece não naquilo que nos prejudica ou favorece, mas em quantos aspectos for possível; cada acontecimento é único e classificá-los seria tão-somente simplificá-los.

Mande-me notícias suas.

Beijinhos e abbracci,


--   –><–  Rev. Alexandre dell'A r Appia, Amordi, IIPJ, Oraculo de Glícão  How sharper than a serpent's tooth is a sister's "See?"  		-- Linus Van Pelt  Today is Sweetmorn, the 10th day    of Confusion in the YOLD 3180.   

domingo, 13 de novembro de 2016

Quando o vandalismo é justificado





Foi um surpresa quando soube que gastaram 37 mil reais para limpar o Monumento aos Bandeirantes que havia sido pichado de vermelho, azul e amarelo. Lastimável! A cidade já tem tanto cinza, era melhor ter deixado esse pouquinho de cor!

O Monumento aos Bandeirantes é uma coisa horrenda, pois, não só enaltece homens brutos que exploravam e oprimiam seus semelhantes, mas faz isso representando-os no ato mesmo de explorar e oprimir seus semelhantes. Vão dois bandeirantes à frente, sobre cavalos e atrás deles índios em posição secundária, formando um séquito de pessoas submissas, usurpadas do protagonismo em sua própria vida.

Os bandeirantes fazem parte da história de São Paulo e isso não pode ser mudado. Mas o que pode ser mudado é a relação que temos com essa parte da história, pois não há cabimento em enaltecer opressores, pois quem é enaltecido acaba servindo de exemplo e inspiração para as gerações atuais.

O problema de fazer homenagem a quem maltratava índios é que o genocídio dos índios ainda não acabou. Há autoridades neste país que não reconhecem os índios como seus semelhantes, como sujeitos detentores de direitos. Há autoridades que não reconhecem os índios como seres dotados de dignidade humana, só enxergam um empecilho ao progresso. O problema não está só em enaltecer os genocidas que são parte da história, mas é fazer isso enquanto se mantém os valores e as práticas coloniais. Enquanto se acha que o direito aos bens da natureza é só daqueles que a subordinam ao lucro, à inserção à máquina do capital.

Reconheço que ninguém tenha o direito de danificar o bem público, mas o erro começou com quem se achou no direito de tornar bem público algo que valoriza a opressão.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O que a eleição de Trump significa para nós brasileiros

Existe um poema que explica a situação política dos Estados Unidos:
Republicans are red,                 ("A cor dos republicanos é o vermelho")
Democrats are blue:                  ("A cor dos democratas é o azul"
Neither one of them                   ("Nenhum deles")
Gives a damn about you.           ("Dá a mínima para você")
Isso é o que os americanos dizem sobre seus políticos, você acha que eles ligam para os brasileiros?

Quando Obama ganhou a eleição em 2008, o mundo comemorou. E eu digo mundo porque ele ganhou um prêmio Nobel da Paz sem ter feito nada. No poder, ordenou ataques ao Líbano, à Síria, e apoiou o massacre que a Arábia Saudita faz no Iêmen. Ele manteve a prisão ilegal de Guantânamo. Ele não fez nada para impedir que a NSA espiasse cidadãos do próprio país e o mundo, inclusive aliados.

Não dá para esperar nada de um presidente americano que beneficie qualquer povo além do povo americano. Aliás, não dá nem pra ter certeza que os políticos americanos trabalham para o povo deles. O #ocupywallstreet não mudou muita coisa, então os políticos na verdade trabalham para o 1%.

Tanto faria que ganhasse a Hillary, ela não liga para você.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O problema com o conceito de "raças" de humano

Querida Papisa Santa Mariana a Única, Rainha do Mundo e Protetora dos Cães-verdadeiros

Que o caos esteja com você. 

O evento que me levou a escrever-lhe sobre esse assunto foi eu ter visto uma manchete da Folha de São Paulo online sobre um cientista que queria trazer de volta o conceito de raças de humano. Eu não li a matéria, nem sei o nome do cientista, nem os argumentos dele, mas me considero apto a falar sobre esse assunto assim mesmo. 

O primeiro motivo porque cientistas têm evitado o conceito de raças de humano é uma questão de responsabilidade social. Há que defenda que os cientistas sejam completamente irresponsáveis por como usam as pesquisas que fazem, mas essa visão não estende por todos os campos da ciência. De fato, a responsabilidade social dos cientistas foi o que levou a troca de terminologia de "idiota" para "débil", e de "débil" para "retardado", e de "retardado" para "excepcional", e daí para chegar em algo como "pessoa que precisa de acompanhamento especial no processo de aprendizagem", que finalmente é uma expressão que nem é um xingamento nem tem potencial de tornar-se um. 

No caso das macroetnias, porém, não bastaria uma mudança terminológica. O que me parece ser o maior erro na identificação e definição de raças de humano é afirmarem que haja tão-só três, apesar imensa disparidade genética e fenotípica entres os diversos grupos étnicos africanos formados de pessoas de pele escura. Essa disparidade põe em suspeita a universalidade qualquer estudo segmentado por três macroetnias que se limite a uma população dita "preta" que não represente a diversidade dos diversos povos africanos de pele escura. 

O grande problema, porém não é a mera questão genética-fenotípica, que ainda é mal explorada. O problema é que humanos não são mera manifestação do contínuo genes-ambiente, mas muitas das características que observamos em grupos de humanos são manifestação de genes, ambiente e cultura, combinados de forma fractalmente indissociável. Cultura é algo grande demais para que qualquer classificação de seres humanos seja indiferente dela; por isso, quando se fala de grupos de seres humanos com localização e características comuns se fala de etnia, um conceito que não se define pela genética e características físicas.

Há um motivo a mais por que eu seja a favor de abolir o conceito de "raças" de humano, e esse é um motivo que se pode dizer que seja de ordem religiosa. Se abandonamos o conceito de "raça" para humanos, é uma classificação a menos. Com efeito, é um grande erro que se comete toda vez que a interação entre pessoas acontece por intermédio de categorias, pois o que pode ser válido para um grupo não é necessariamente válido para o indivíduo daquele grupo. O que se aprende com o discordianismo é que categorias são ilusão e que o mundo é feito de indivíduos e coisas singulares. Para as outras pessoas, há o risco de, resistindo a sepultar o conceito de "raças" de humano, reforçar os esteriótipos que até hoje prejudicam indivíduos. Como eu já expliquei, "raça" de humano é um conceito tão falho que o pouco que se aproveita dele não compensa os problemas que cada esteriótipo associado a uma "raça" de humano causa. 

Enfim, é uma grande irresponsabilidade que um cientista dê alguma razão a um conceito tão abusado pelo povo cor-de-rosa.

Para você o foder e a chiclória patafísica Sempron(tm).

A 25 para São Quincas, 28.

Rev. Alexandr dell'A rAppia, Amordi, IIPJ, Oráculo de Glícão.







quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Sobre a experiência de assistir a um festival

Festivais são oportunidades para ver várias bandas da maneira mais desconfortável possível. Eu falo a partir da minha experiência de ir ao Maximus Festival, mas não creio que os outros difiram muito.

O essencial de um festival é espremer tanto dinheiro quanto possível dos expectadores. Já começa com o preço do ingresso, que se aproxima do valor de meio salário mínimo, se a pessoa estiver disposta a todo o desconforto perto do palco (eu mesma estou). O valor supera um salário mínimo se a pessoa quiser toda a comodidade de um camarote (que no caso do Maximus, foi honestamente chamado de Lounge), comprando o ingresso pela internet e imprimindo em casa. Pela comodidade de não passar na fila do ingresso na dia do show, a pessoa tem que desembolsar um valor proporcional ao do ingresso, a que chamam taxa de conveniência --- pois obviamente, quem fica nos lugares mais caros tem uma conveniência proporcionalmente maior. Essa taxa é cobrada para receber o ingresso em casa, mas se a pessoa quiser contribuir com o meio ambiente e reduzir a pegada de carbono, terá que desembolsar um pouco mais, uma taxa de emissão de ingresso, que é um valor que cobram de você pelo privilégio de imprimir seu ingresso com sua própria impressora!

No dia do festival -- foi providencial que fossem shows de metal -- vista-se confortavelmente, pois, sendo um festival, o lugar é na PQP. Chegando lá, enfrente uma fila enorme e prepare-se para gastar ao menos R$ 12 por cerveja ou R$ 5 por um copo d'água. Não é à toa que sempre alguém passa mal num desses festivais. Nem ouse levar uma garrafa d'água, pois não são permitidas por motivos de segurança (dos lucros de alguém, eu suponho).

O problema dos preços altos é que as instalações nunca estão à altura. Esses festivais são propícios à proliferação de doenças --- não venéreas, mas do tipo causado por falta de instalações sanitárias. Os banheiros são químicos (Eu poderia dizer que isso é bom, pois economiza água, mas aí seria uma grande pollyannice, pois não haveria outros banheiros se não fossem os químicos). Um problema desses banheiros é que não têm pia para lavar as mãos; poderiam ter dispensadores de álcool, mas quem pensa no cliente? "O" problema desses banheiros é que não há papel higiênico --- de forma alguma. Nem adianta levar o seu, pois revistam todas as bolsas e mochilas na entrada, e se acharem o inominável produto, confiscam-no.

Daí que são inevitáveis as longas filas dos banheiros femininos. Mulher demora mais no banheiro numa situação dessas porque tem que se recompor do choque é a sujeira dentro dele; em seguida enfrenta o dilema entre fazer as necessidades ou aguentar apertada (até não aguentar). Vencida pelas limitações fisiológicas, enfrenta bravamente um de seus maiores desgostos da forma como puder para, por fim, deparar-se com o segundo choque, que é a falta de papel higiênico. Não seria exagero dizer que essas condições são mais um exemplo da opressão a que as mulheres estão submetidas pela cultura do patriarcado.

Por fim, pelo preço de um jantar de luxo, a pessoa vai ser tratada como se tivesse entrado de graça e ainda tivesse mais o que pagar, a ainda pode levar uma infecção de lembrança.