quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O filtro de barro, o capitalismo e a seca em SP

Olá Mariana,
Você provavelmente conhece o blog Socialista Morena, mas estou te mandando um link assim mesmo porque gostei dessa matéria.
Você já viu um filtro de barro? Minha mãe tem um. Eu não tenho por falta de espaço. Meu filtro é rosqueado na torneira da pia.
Tenha um bom dia!
http://socialistamorena.cartacapital.com.br/o-filtro-de-barro-o-capitalismo-e-a-seca-em-sp/
Em tempo, estou mandando uma foto da Duda, porque... é a Duda.
Flaviano Matos

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Sniper Americano, uma história do ponto de vista do vilão

Querida Papisa Mariana a Única, Rainha do Mundo,
Espero que esteja bem.
Eu hoje assisti Sniper Americano, então você não tem que assistir. Eu esperava que vendo esse filme eu chegasse a compreender o que motiva um sujeito que atira em outras à distância numa guerra, mas parece-me que alguém assim tem um tipo de lógica completamente desconexa.
Começo com a principal premissa, que é a de um homem dedicado a lutar numa guerra para proteger seu país e sua família. Acontece que tal sujeito é estadunidense e a guerra é no Iraque, país que nunca atacou o Estados Unidos. Deixe-me ser mais claro com o que eu entendo por "nunca": o Iraque era um país soberano, não uma célula terrorista, não comandava atentados, ele fazia guerras.
Como o filme é baseado numa história real, há muitas eventos que não tem qualquer ligação uns com os outros. O protagonista, Chris Kyle, decide entrar nas forças armadas após ver pela TV um atentado à uma embaixada americana (acho que era em Darfur, não importa muito). Mais tarde, novamente pela TV, assiste aos ataques de 11 de setembro. Aí ficamos sem entender por que ele vai ao Iraque.
Chris Kyle, o herói da história—as atitudes dele são todas de vilão, mas a narrativa o coloca como herói—iniciou uma carreira de assassino na infância, caçando veados indefesos. Adulto, torna-se caubói, e há uma cena em que ele participa de um ritual de tortura de animais—chamado 'rodeio'—, ele monta um cavalo que está sendo torturado com cordas nas genitais.
Mais adiante no filme ele protege soldados que estão num tipo de operação estúpida que consiste em invadir as casas das pessoas numa cidade evacuada. Algumas pessoas resolveram ficar, imagino que é porque entenderam que a ordem era ilegítima—um monte de armas não legitima ninguém.
Esse tipo de pessoa é muito difícil de entender. Em nenhum momento ele parece entender porque estava lá. Ele não se questiona a razão daquela guerra; é completamente desprovido de censo crítico; ele anda com uma bíblia que nunca lê e quando lhe perguntam por que, ele responde "[d]eus, pátria e família".
O herói da história, se há algum, é Mustafá, que também era francoatirador, mas combatia as tropas invasoras e era ligado à resistência.
Enquanto via o filme fiquei com vontade de escrever uma história de membros da resistência lutando contra um invasor cujos motivos não fazem qualquer sentido, mas eu não sou capaz de escrever algo assim.
Pelo menos sou capaz de desmascarar a ideologia por trás do filme.
Que Éris esteja com você, mas não vice versa pois ela mora embaixo d'água e não dá pra respirar.
--   –><–  Rev. Alexandṛ dell'A r Appia, Amordi, IIPJ, Oracle to Glycon  Today is the 27th day to Alexandṙday, in the 29th yCWC.  ASCII:   The control code for all beginning programmers and those who would   become computer literate.  Etymologically, the term has come down as   a contraction of the often-repeated phrase "ascii and you shall   receive."    -- Robb Russon