sexta-feira, 12 de junho de 2009

Não convidem o Sr. Jerson

Este é meu conselho para todos aqueles e aquelas que amam, aqueles, outro aquele, e aquelas, outra aquela. Não queiram irritar o Sr. Jerson, ou como quer que se chame quem seja, que considere de mau gosto e mau tom que se vistam um como noivo e outro como noiva os que forem ambos noivos ou ambas noivas, pois isso muito lhe desagrada e irrita, pois lhe parece ridícula imitação de um casamento. Saibam que esse tolo pensa que ‘casamento’ viria de ‘acasalamento’, mas que ele não avança o raciocínio para entender que ‘acasalamento’ vem de ‘casal’ e que ‘casal’ vem de ‘casa’.
Todos aqueles e todas aquelas que, dois a dois, querem morar juntos, cooperar e compartilhar fazem um lar e uma casa e são um casal, por definição. Todos aqueles e todas aquelas que, dois a dois, a um casal se assemelham e um casal podem se tornar também são um casal, por extensão. Mas o tolo, inculto e bárbaro só pensa em acasalamento para definir casal, pois casamento serviria apenas para a celebrar a fecundação e a reprodução, porque a mente do atrasado e retrógrado é ainda do tempo quando no mundo havia três billhões pessoas, e as pessoas não tinham que preocupar com o impacto ambiental para ter filhos, pois ele não compreende o amor como algo em si, mas como algo com um fim, que é o fim que acha que tem ser.
Então, tenham o bom senso, ó vocês que amam o se lhes assemelha (’ῶ ‘ομοίου ’ερασταί), de fazerem o que quiserem como lhes aprouver, mas de não convidá-lo para que ele não os presencie e se aborreça e com sua presença a vocês aborreça.

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